A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Desde a Revolução Industrial, nota-se que houve um grande avanço tecnológico que possibilitou a evolução das telecomunicações e proporcionou o ensino mediado por tecnologia. Entretanto, o ensino digital não abrange a todos. Nessa lógica, relata-se que o analfabetismo digital no Brasil é um problema hodierno. Nesse contexto, assuntos como a educação deficitária e a inaplicabilidade da lei devem ser aprofundados.
Nessa perspectiva, o déficit educacional torna-se um fator que contribui para o crescimento do analfabetismo digital. Com base nisso, como foi dito por Paulo Freire: “se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Nesse aspecto, a falta de investimento estatal na educação impede as escolas de terem uma estrutura de qualidade para poder ensinar os alunos sobre as inovações tecnológicas. Desse modo, o cenário educacional brasileiro se alinha ao pensamento de Paulo Freire.
Outrossim, a ineficiência da lei é um agente contribuinte para que o analfabetismo digital persista nos dias de hoje. Dessa forma, como disse Aristóteles: “a política tem como função preservar o afeto das pessoas de uma sociedade”. Sob esse prisma, observa-se que a falta de eficácia da lei emprega um sentido de que o analfabetismo digital é um assunto sem importância o que ocasiona em um desleixo tanto da população quanto governamental, obtendo-se uma uma parte da população, os analfabetos digitais, estagnada em relação às novas tecnologias. Nesse viés, a ineficácia da lei contradiz o ideário de política de Aristóteles.
Portanto, medidas devem ser tomadas para fornecer ensino digital a todos. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação junto com as escolas- principal formadora da moral- oferecer cursos de informática subsidiados pelo governo para os alunos e darem o apoio necessário para tornar a utilização tecnológica algo comum em seu cotidiano para que esses discentes entendam que a modernização vem a todos é também para que esses estudantes repassem esses ensinamentos às gerações futuras. Logo, o analfabetismo digital deixará de ser presenciado na sociedade.