A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Em meados dos anos 2000, cursos de informática foram inseridos no cotidiano de um grupo estrito de jovens e adultos privilegiados, com o objetivo de inseri-los na Era Digital; simultaneamente, inúmeras funções interpessoais foram substituídas por recursos eletrônicos. Desse modo, houve intenso avanço tecnológico, mas apenas uma parcela da população teve acesso ao conhecimento técnico-digital, promovendo uma notável exclusão social: o analfabetismo tecnológico.
O analfabetismo digital abrange desde a exclusão instrumental até o déficit cognitivo, uma vez que mesmo com acesso aos recursos digitais, o usuário pode enfrentar dificuldades ao utilizá-los. Dessa forma, uma considerável parcela da sociedade ainda se encontra alheia à cybercultura, evidenciando ainda mais a disparidade econômico-cultural. Com a gradual tendência a um mundo cada vez mais conectado, é necessário que a população saiba utilizar de meios eletrônicos para se inserir na sociedade moderna.
Analogamente à estratificação social digital, o jogo League of Legends apresenta uma divisão urbana entre dois distritos – Piltover é conhecida pelo intenso avanço tecnológico e baixa criminalidade, ‘’Cidade do Progresso’’; localizada abaixo de Piltover, Zaun recebe os restos eletrônicos daquela. Nesse contexto separatista, Zaun se desenvolve gradualmente à medida em que Piltover se torna cada vez mais rica, gerando uma simbiose desigual na qual a parcela emergente continua tendo acesso a cada vez mais recursos, enquanto a imergente se contenta com restos, com poucas chances de ascender socialmente. Na sociedade contemporânea, a tecnologia surge como uma tendência exterior ao modismo.
Dessa forma, urge a necessidade do intermédio do Governo Federal em colaboração com o Ministério da Educação, intervindo nas áreas periféricas e centros de ensino, objetivando a implantação de redes Wifi, recursos eletrônicos e cursos de informática – garantindo não apenas o acesso à tecnologia, como também informação para o uso desta, com foco em populações marginalizadas e de terceira idade.