A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Nacional Constituinte - instituíram um Estado Democrático, a fim de assegurar o acesso à informação como valor supremo de uma sociedade fraterna. Todavia, apesar de a internet ser uma das principais ferramentas para alcançar esse desenvolvimento nacional, sua má gestão impede a devida educação digital, em especial no que concerne à alienação comportamental e ao uso inadequado das redes. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
À vista desse cenário, a homogeneização do pensamento evidencia o analfabetismo digital no Brasil. Sob esta ótica iminente, o pensador da Escola de Frankfurt Theodor Adorno desenvolveu o conceito de “Indústria cultural”, no qual os elementos midiáticos, veiculados de forma constante e persuasiva, orientam o comportamento do corpo social. Nessa lógica, a mídia controla a opinião pública e, como denunciado por Adorno, manipula a sociedade, que fica vulnerável e suscetível às informações que circulam virtualmente. Dessarte, é medular alertar sobre confiança e segurança na internet para o uso adequado da tecnologia.
Ademais, enquanto a postura diante das plataformas on-line for negligenciada, o país será obrigado a conviver com uma das mais cruéis violências: a desinformação digital. Consoante a isso, o Marco Civil da Internet regula o uso da internet em território nacional, inclusive os direitos e deveres do usuário. De maneira análoga, os internautas desconhecem as maneiras mais eficazes de usar a tecnologia, de forma que não garantem sua segurança ou uso responsável previsto pela lei, o que incapacita o aproveitamento dos benefícios da internet. Destarte, revela-se a imprescindibilidade de ampliar as orientações sobre a rede.
Portanto, as escolas, responsáveis pela formação do pensamento crítico, devem fornecer aos alunos uma educação tecnológica, por intermédio de aulas de informática. Seria ensinado aos meninos e meninas, além de seus direitos e deveres, as melhores formas de usar as ferramentas virtuais disponíveis e o que evitar no meio digital. Essa iniciativa teria o fito auxiliar os usuários a gerir esse ambiente de forma mais segura. Assim, o acesso à informação assegurado pelo Estado será realidade de todos.