A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
De acordo com Steve Jobs, fundador da empresa Apple, a tecnologia move o mundo. Contudo, no Brasil, a alta taxa de analfabetismo digital demostra que nossa sociedade está longe desse ideal. Isso se evidencia não só pela negligência do Estado para com as populações em áreas precárias mas também pela carência de programas e cursos voltados à alfabetização tecnológica.
Convém ressaltar, a princípio, o descaso estatal para com o povo constitui um grave problema. Nesse sentido, Zygmund Bauman desenvolveu o conceito de “Instituição Zumbi”, segundo o qual algumas instituições, como o Estado, apesar de existirem, perderam a sua função social. Observa-se que, infelizmente, esse fato explica o déficit de Internet e meios de acesso a simples tecnologias em regiões pobres do norte e nordeste brasileiro. Em suma, é inaceitável que, no Brasil, país que garante a igualdade de direitos por meio de sua Carta Magna, esse problema prevaleça.
Além disso, a ausência de projetos ligados a alfabetização digital é um grande empecilho. Diante desse cenário, idosos e pessoas com pouca formação enfrentam dificuldades absurdas ao tentar realizar operações nos caixas de bancos, as quais ficam sujeitas a ajuda de possíveis aproveitadores, o que pode resultar em assaltos e abusos. Logo, é incoerente que, no Brasil, país signatário da ONU ( Organização das Nações Unidas), a qual tem como meta uma educação abrangente, esse ideal fique só no plano teórico.
Portanto, para que haja a atenuação do nível de analfabetismo digital, medidas devem ser tomadas. Nessa perspectiva, o Governo Federal, órgão responsável pelos interesses da administração da federação, deve criar redes de Internet publicas em zonas precárias e programas educativos voltados para o iletrado tecnológico, por meio de verbas e do auxílio de escolas municipais. Espera-se, com isso, que a máxima prevista na Constituição Federal se materialize.