A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A globalização é um fenômeno que foi responsável por integrar os países em nível global, provocando o encurtamento das distâncias geográficas e, consequentemente, permitindo os fluxos de informações em altas velocidades. O Brasil, entretanto, possui um entrave no que tange à capacidade de discernimento de dados e notícias falsas, o que trouxe ao país um alto contingente de analfabetos digitais. Dessa forma, devido ao descaso com a segurança pública nacional, o brasileiro torna-se suscetível a aderir quaisquer informações presentes nas mídias, causando a reprodução desenfreada de fake news, o que torna urgente a necessidade de medida capaz de reverter a problemática.       Concomitante a isso, é possível destacar que o acesso à internet não é democratizado em território nacional. Desse modo, cabe referenciar a obra Campo Geral, de Guimarães Rosa, que é narrada no sertão do estado de Minas Gerais, onde as mídias e redes sociais são desconhecidas pelas famílias que ali vivem. Assim, é plausível concluir que, pessoas que possuem tal realidade, ao realizarem contato com os fluxos de informações presentes nos grandes centros, estão sujeitas a absorver e repassar tais dados às demais. Logo, torna-se necessário auxiliá-los no processo para que não façam parte do grupo crescente de analfabetos digitais, sendo capazes de interpretar as informações e garantir sua veracidade antes de divulgá-las às pessoas de seu convívio.

Outrossim, é notório que a capacidade de uso da tecnologia influencia o mercado de trabalho pois, segundo Steve Jobs, proprietário da Apple, elas possuem a capacidade de mudar o mundo. Entretanto, as empresas também devem buscar funcionários que possuam conhecimento de mundo e saibam lidar com o imediatismo de informações que tange a esfera mundial. Dessa maneira, é possível esperar que o nível de desemprego cresça proporcionalmente ao número de analfabetos digitais, transformando-se em mais uma fator responsável por aumentar as disparidades socioeconômicas em âmbito nacional.       Logo, é necessário que o Ministério da Educação reverta a problemática analisada, instruindo a população acerca da forma correta de lidar com a recepção de informações no cotidiano, por meio de debates e palestras adaptadas às diversas faixas etárias, de modo a despertar o senso crítico e interpretativo, a fim de diminuir drasticamente o contingente de analfabetos funcionais no Brasil. Dessa maneira, a população não será mais um vetor para a disseminação de notícias falsas presentes em fontes de origens duvidosas, devido à capacidade obtida de discernimento e interpretação dos fatos.