A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Analogia da Caverna de Platão, ilustra indivíduos presos numa realidade áquem da sociedade. Nesse sentido, a questão do analfabetismo digital no Brasil apresenta uma parcela da população excluída do convívio cibernético global. Não obstante, a desigualdade social e a ineficiência Estatal colabora com esse fato.
Inicialmente, o fato do desiquilíbrio econômico-social advinda das relações laborais explicam tal tema. Sob essa perspectiva, o pensamento Marxista expõe o conceito da exploração do proletáriado, que vende sua força de trabalho por um valor abaixo do custo final do produto que fábrica. Logo, o cidadão de baixa renda -classe operária- não é capaz de prover tais inflaestruturas digitais, em razão da condição financeira. Então, permanece um sujeito excluído dos meios tecnológicos.
Além disso, o Estado brasileiro não fornece um ambiente para propiciar um alfabetismo digital. Nesse aspecto, dados da The Inclusive Internet evidência a colocação do país na inclusão tecnológica, no qual o Brasil está na posição 31º dos cem países que não provem acesso a internet. Dessa forma, mesmo o Brasil sendo a oitava economia mundial, recide em espaços inferiores de seu porte financeiro. Tal questão mostra a má gestão pública, uma vez que existe porte monetário, mas sem voltade política.
Em suma, medidas precisam ser tomadas para uma saída do sujeito da “caverna”. Portanto, cabe ao Poder Executivo a solucionar o analfabetismo digital, por meio da diminuição gradual da exploração do trabalhista e um salário digno, a partir da fiscalização e de cumprimento das leis do trabalho - utilizando o Ministério Público-, para fim de prover uma condição financeira aceitável. Ademais, concerne ao Ente Federal a promoção da estrutura digital, como a criação de espaços de informática gratuitos em periferias, consoante a isso, tage ao Supremo Tribunal Federal a obrigatoriedade das Instituições Públicas a cumprirem tais ações, sob pena da Lei de Responsábilidade Fiscal.