A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Analfabetismo digital designa qualquer pessoa que não possua conhecimento tecnológico, realidade essa de muitas pessoas no Brasil, principalmente nas regiões conhecidas como as mais pobres do país, por consequência da desigualdade socioeconômica e falta de formação no âmbito educacional.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada em 2020, cerca de 11 milhões de brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos. Ainda, de acordo com o instituto, em 2018, podemos destacar o nordeste e parte do norte, regiões conhecidas como as mais pobres do Brasil, sendo os locais com as maiores taxas de analfabetismo. Nesse contexto apresentado, evidencia-se a desigualdade socioeconômica que justifica a exclusão de parte dessa parcela da população que não tem familiaridade com o ciberespaço, devido não haver condições sociais para desenvolver seu entendimento em relação ao meio digital.
Além disso, é importante destacar a falta de uma educação geradora como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Segundo Roger Chatier, grande historiador contemporâneo, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive, no âmbito digital. Entretanto, na realidade do Brasil esse ideal não é concretizado, pois, as instituições não ofertam uma formação para os alunos dominarem essas ferramentas tecnológicas. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente os seus alunos, o entrave do analfabetismo digital continuara sobre o país.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar o analfabetismo digital em todo território brasileiro. Para tanto, o governo deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, para proporcionar condições igualitárias de acesso aos meios tecnológicos. Além disso, compete ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, por meio do amplo debate entre estado, professores e família, introduzir novos métodos eficazes e, consequentemente, promover a alfabetização da sociedade no tangente à tecnologia do país. Feito isso, o Brasil poderá gradativamente mudar a realidade a qual se encontra atualmente.