A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Segundo o artigo 6 da Constituição Federal de 1988, todos possuem direito ao acesso à educação de qualidade. Entretanto, no Brasil, ainda é notório o número de pessoas que não conseguem entender a língua escrita, que por sua vez não consegue seguir a tendência dos novos aparelhos tecnológicos. Evidentemente, não só a desigualdade, mas também a falta de educação, contribui para o analfabetismo digital.
Em primeira análise, não é de hoje que o Brasil sofre com problemas de desigualdade em sua estrutura social. De acordo com o índice de GINI (que mede a desigualdade de renda entre os países), o Brasil está entre os países com maior coeficiente, ou seja, entre os mais desiguais. Desse modo muitas pessoas não conseguem ter acesso às escolas que promovem o ensino tecnológico, que, por conseguinte não consegue manusear com eficiência os dispositivos eletrônicos.
Ademais, a falta de educação digital, principalmente nas escolas públicas é preocupante, pois muitos alunos utilizam as ferramentas tecnológicas apenas por lazer e não por conhecimento técnico. Dessa forma, o país configura indivíduos cada vez menos capacitados que prejudicam a economia nacional. Do mesmo modo, os ataques aos órgãos de justiça brasileiro, em novembro de 2020, são reflexos da falta desse ensino.
Portanto, é evidente que o analfabetismo digital é prejudicial tanto para a sociedade, quanto à economia do país. Logo, faz-se necessário que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação, ensine a população a utilizar os recursos digitais. Isso deve ser feito por meio de videoaulas e da inclusão eficiente da educação digital na grade curricular das escolas. Assim, os indivíduos poderão usufruir dos dispositivos digitais e promover o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.