A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para obtenção da plenitude da essência humana. Para o filósofo, sem a cultura e a sabedoria, nada poderia diferenciar os seres humanos dos animais. Nesse contexto, destaca-se a importância dos avanços tecnológicos para a construção de uma sociedade mais culta e informada. No entanto, devido ao desinteresse de se informatizar de certas pessoas e à falta de instrução tecnológica básica, tal sociedade ainda não foi alcançada. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busque solucionar a questão do chamado “analfabetismo digital” no Brasil.
Em primeira análise, é de suma necessidade destacar aqui o grupo dos idosos e pessoas de meia idade, pois, nesse grupo, é possível verificar o fenômeno da existência de algumas pessoas com capacidades plenas de manusear ferramentas eletrônicas, mas que não o fazem, por escolha pópria. Um exemplo disso pode ser visto no cotidiano universitário, em que muitos professores, que possuem até mesmo doutorado, mostram-se defasados tecnologicamente a ponto de não saberem utilizar sequer um projetor de vídeo. Apesar de de parecer refletir um simples saudosismo, tal atitude de rejeitar a modernidade tem consequências negativas para todos, já que aqueles que ignoram as inovações também estariam a rejeitar os benefícios diversos trazidos pela era digital.
Em segunda análise, é amplamente perceptível que a questão da falta de instrução tecnológica mostra-se persistente no país. Tal realidade tornou-se, de fato, comprovável, durante a pandemia do coronavírus, que obrigou as pessoas a recorrerem a ferramentas virtuais para executarem certas atividades, como foi o caso do Auxílio Emergencial, que só poderia ser obtido por meio de um aplicativo. Isso fez com que as muitas pessoas que não sabiam como manusear o software se aglomerassem nas agências da Caixa Econômica Federal, em busca de ajuda. Tal acontecimento serviu para explicitar um caso enorme de desigualdade social causado por uma má formação digital.
Logo, a partir dos tópicos abordados, fica claro que é urgente a tomada de medidas educativas a fim de alfabetizar digitalmente a população. Para isso, o Ministério da Educação deve incluir a disciplina de informática nas grades curriculares do ensino fundamental e médio, com intuito de formar as futuras gerações por meio de um ensino que foque nas principais demandas tecnológicas da atualidade. Além disso, é imprescindível que essas mesmas escolas organizem, esporadicamente, eventos abertos a toda população, que: promovam a conscientização da importância de cada um se informatizar; e também instruam aqueles que necessitarem por meio de minicursos. Agindo assim, faz-se com que a sociedade goze dos mesmos benefícios tecnológicos e se torne cada vez mais igualitária.