A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Em meados de 1534, após o período pré-colonial no Brasil, os jesuítas portugueses vieram para colônia catequizar os nativos da região. Por sua vez, os povos indígenas reagiram de forma revoltosa em sua maioria, pois os mesmos não entendiam o que estavam sendo forçados a aprender ou ao menos a finalidade daquilo. Atualmente, tal situação se apresenta em um novo contexto, em que o anafalbetismo digital no Brasil se torna praticamente inadimissível, forçando aqueles que não se adaptam as “novas tecnologias” imergir nesse revolucionário estilo de vida, no entanto, sem saber como e o porque. Configurando, portanto, um cenário em que a revolução digital se abrange exponencialmente em harmonia com o analfabetismo digital.
Em primeira análise, cabe destacar o crescimento notável das novas tecnologias e afins sobre a população brasileira. Ápos o período Varguista, houve uma onda de presidentes favoráveis a abertura do comércio com o exterior. Tal processo fez com que cada vez mais o Brasil fosse inserido, mesmo que sorrateiramente, na revolução digital que o mundo passava durante o período da Guerra Fria. Em vista disso, desprende-se o nascimento da fase tecnológica brasileira até os dias atuais como um curto estágio para grandes mudanças, pegando uma população - antes majoritariamente agrária - pelo “colarinho”.
Por consequência de tal acontecimento, o analfabetismo digital cresceu tanto quanto as influências das novas tecnologias. Segundo a Constituição Federal de 1988, para se manter um estado democrático é preciso mitigar qualquer tipo de exclusão social. Sob essa ótica, pontua-se o analfabetismo virtual como um dos principais fatores de exclusão da atualidade, pois a população que se encontra distante do conhecimento de tal assunto, seja por uma questão social ou somente por negação da eficácia, realiza cada vez menos atividades em meio social, uma vez que a tecnologia permeia a maior parte da nação.
Portanto, Em virtude dos fatos supracitados, torna-se nítido o quão significativo e problemático é o analfabetismo digital. Desse modo, é mister que o Ministério Da Educação organize, em parceria com as faculdades públicas, aulas que ensinem o básico - gratuitamente - sobre assuntos tecnológicos e digitais a população, utilizando a mão de obra voluntária dos estudantes de cursos relacionados a tecnociência, visando neutralizar esse fator excludente que assola a contemporaneidade . Ademais, cabe ao Governo Federal promover propagandas, por meio da verba pública, nas mídias sociais sobre os benefícios de se conectar de forma segura ao mundo digital. Afinal, é necessário se adaptar para então atingir o tão aclado estado de “Ordem e Progresso”.