A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Com a Revolução Técnico-Científico despertada no século XX, o desenvolvimento das tecnologias, principalmente de comunicação, são marcantes. É fato que as inovações nesse âmbito proporcionaram à população diversas facilidades, dado que, a comunicação com pessoas a milhares de distância se tornou uma realidade. Contudo, o analfabetismo digital no Brasil impede que uma parcela da sociedade usufrua dessas tecnologias. Esse fato se dá seja pela falta de políticas públicas que insira a população mais velha nesse contexto, ou pela ausência de ensinamento já na infância de como usar esses meios. Portanto, é válido analisar esses impasses para solucionar essa problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que segundo o filósofo John Locke, todo indivíduo nasce com direitos ináveis, como o direito ao bem-estar social e a cidadania, e o Estado tem o dever de assegurá-los. Entretanto, é notável que o poder público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos minímos, uma vez que não proporciona a educação tecnológica para o corpo social. Por coseguinte, esse fato representa um irrespeito descomunal à sociedade, em razão de , como cidadão, todos terem o direito e o dever de saber usar corretamente as inovações tecnológicas. Consequentemente, é necessário que o governo crie ações para solucionar essa controversa.

Ademais, o falho sistema de ensino- no que diz respeito às inovações tecnologicas contribui para a ocorrência do problema. Isso se confirma com a permanência de uma educação tradicionalista, que exclui os aparelhos tecnológicos da rotina escolar em oposição à constante modernização dos aparelhos, fator que colabora para que os mais novos não aprendam a usar esses meios como ferramenta de inclusão e desenvolvimento socioecônomico, mas sim apenas como passatempo. Desse modo, é crucial que o Estado insira o ensino tecnológico na grade curricular básica.

Logo,  a fim de mitigar o impasse, faz-se necessário a atuação do Ministério da Educação, em parceria com a mídia, na educação da população- especialmente dos idosos, público mais atingido pelo analfabestismo digital- acerca de como ultilizar essas tecnologias. Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras, que ao serem ministradas em escolas abertas para a comunidade, orientem esses sobre o uso correto. Somente assim, será possível diminuir o número de brasileiros analfabetos digitais.