A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 15/01/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este deveria ser livre e responsável. No entanto, percebe-se a responsabilidade da sociedade no que concerne à questão do analfabetismo digital no Brasil. Dessa forma, observa-se que o analfabetismo digital reflete um cenário desafiador, seja em virtude da negligência governamental, seja pela falta de instrução tecnológica. Logo, salienta-se a necessidade de discutir os aspectos sociais e políticos que envolvem essa questão.

Em primeiro plano, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, percebe-se que, no Brasil, a negligência governamental rompe essa harmonia, haja vista que, conforme o site “Em” , em uma pesquisa feita no ano de 2019, o país ficou em 66ª colocação na categoria de confiança na alfabetização online, dado que confirma o baixo nível de preparo e educação digital hodierno. Diante desse pressuposto, necessita-se de uma intervenção pontual para o problema.

Outrossim, destaca-se a falta de instrução tecnológica como impulsionadora do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, a falta de instrução tecnológica, implica diretamente no uso inadequado da população nas plataformas digitais, fazendo-as confiarem em tudo que lhes é dito. Ademais, é notório a necessidade de uma resolução para o empecilho.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com apoio do Poder Público, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a questão do analfabetismo digital. Tais ações, devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que ensinem o modo correto e eficaz de utilizar os meios digitais, a fim de conscientizar a população sobre as reais consequências que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Aristóteles pudesse se orgulhar.