A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
No decorrer do século XVI, Thomas More retratou, em sua obra “Utopia”, uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, hodiernamente, se verifica que tal ficção se encontra deturpada no Brasil, à medida que a questão do analfabetismo não tem encontrado respaldo na arena política. Nesse sentido, tal problema ocorre não apenas devido à desigualdade socioeconômica, mas também pelo obsoleto ideário do Estado, em não garantir educação tecnológica. Dessa forma, medidas são necessárias a fim de atenuar essa problemática.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que a adversidade advém, em muito, da má distribuição de renda. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por propiciar o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil devido à falta de atuação das autoridades na subdivisão de riquezas, de modo à debilitar a população economicamente desfavorecida a terem acesso à tecnologias, revertendo essa insuficiência cibernética em analfabetos computacionais. Nessa lógica, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é imperativo destacar que um governo inobservante à educação corrobora com a perpetuação do empencilho. Consoante a “Lei da Inércia”, do físico Isaac Newton, um corpo tende a manter seu movimento e sua direção até que uma força contrária atue sobre ele. Partindo desse pressuposto, enquanto houver pensamentos voltados às necessidades utopistas, como o desenvolvimento socioeconômico, de modo a uma parcela da sociedade não estar apta para o uso de ferramentas tecnológicas e, ao passo que, a força da iniciativa governamental não agir sobre tal alienação, o analfabetismo manterá seu movimento.
Diante do exposto, portanto, a questão do analfabetismo digital no Brasil, carece, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Educação será revertido em melhorias no sistema público de ensino, por meio de sua adaptação às necessidades dos discentes, como a oferta de aulas de computação e, a disponibilidade de computadores para todas as redes públicas de ensino, a fim do analfabetismo tecnológico não ser um empencilo no país. Além disso, é imprescindível, também, que o Estado promova “Whorkshops”, nas zonas urbanas e rurais das cidades, os quais abordem temas sobre a importância de se adequar ao uso das tecnologias, por meio de atividades lúdicas, aberto ao público adulto e a todos os administradores públicos do Brasil; essas medidas terão o objetivo de garantir o bem-estar da população. Pois, dessa maneira, a Utopia de More será alcançada.