A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Muito se tem discutido sobre o analfabetismo digital no Brasil. Esse entrave está intrisecamente associado com uma desigualdade social e econômica no país, que torna a internet um mecanismo excludente na sociedade. Nesse contexto, os crimes cibernéticos e as irregularidades tecnológicas são constantes no espaço virtual. Em vista disso, medidas são necessárias para a resolução desse impasse.

Em primeiro lugar, o processo de globalização vivenciado no país na década de 1990, aprofundou as disparidades socioespaciais entre as camadas mais altas e as mais baixas da pirâmide social, uma vez que o capital de renda passou a obter caratér fundamental na aquisição de produtos e serviços modernos. Dessa maneira, a distribuição acerca do uso da internet não se deu de modo democrático e informativo, visto que muitos indívuduos ainda não obtém conhecimento pleno em relação aos amparatos tecnológicos, como por exemplo, computares, celulares e veículos jornalísticos online. Desse modo, a carência de uma educação digital prejudica os internautas com uma má interpretação de notícias importantes acerca do mundo e a escrita desordenada em ambientes cibernéticos. Então, os malefícios citados advindos da globalização desigual contraria os direitos humanos, que garante por lei, o uso da internet consciente para toda a sociedade.

Por conseguinte, conforme o relatório anual The Inclusive Internet Index 2019, o Brasil ocupa a 31° posição no ranking geral de 100 países, o que avalia negativamente o acesso seguro no meio digital da nação. Dessarte, é indubitável a importância de um método educativo que instrua a sociedade a lidar corretamente com a internet, para que a segurança de cada indíviduo seja, de fato, garantida. Assim, espera-se que as notícias falsas comumente circuladas na internet, sejam desmacaradas automaticamente pelos internautas, e, que os mesmos sejam desconfiados e atentos mediante a passagem de dados em lojas digitais, com o proprósito de evitar negociações fraudulentas. Desse jeito, espera-se que os resultados citados de acordo com a pesquisa, sejam minimizados com o passar dos ensimentos.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, dado que este é o órgão responsável por melhorias nesse âmbito, aprovar projetos legislativos que assegurem uma educação digital de qualidade para todos os cidadãos. Nesse sentido, vê-se fundamental a capacitação de professores que dominem didaticamente os meios ‘‘on-line’’, para promover palestras educativas que conscientizem todos os brasileiros, e, isso será realizado por intermédio de verbas públicas destinadas para beneficiar a comunidade. Assim sendo, a cidadania digital é plenamente alcançada.