A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Apenas na elaboração da Constituição Federal de 1988 que o voto para analfabetos foi concedido, essa exclusão prolongada foi, por décadas, ferramenta de manipulação dessa parcela da população. Nos dias atuais esse cenário persiste, porém em um âmbito diferente, o digital. Assim, por conta do déficit educacional, a população digitalmente analfabeta é constantemente influencia e enganada. Em primeira análise, é importante ressaltar como a questão educacional brasileira é um agente catalisador para o analfabetismo na internet.

Nessa perspectiva, o documentário ‘Pro Dia Nascer Feliz’, dirigido por João Jardim, revela a precariedade de diversas escolas periféricas no Brasil, as quais não possuem estrutura e preparo para sustentar um ensino de qualidade para os estudantes. Dessa maneira, conclui-se que o ensino ‘cyber’ é uma realidade distante, visto que os jovens não são supridos nem mesmo com educação básica.

Em consequência disso, é notório que a população, desprovida de educação e informação, torna-se mais suscetível a manipulações por meio das desinformações presentes nas redes sociais. Nesse víeis, segundo o filosofo Shopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa é determina o mundo que o cerca. Sob essa ótica, os cidadãos que não são apresentados às maneiras corretas de utilização da tecnologia acabam por acreditar e aceitar todas as informações oferecidas por meio dela, por vezes caluniosas, tendo assim seu pensamento crítico moldado e influenciado.

Por tanto, por conta das consequências desse analfabetismo, é imprescindível que o Ministério da Educação, em conjunto com grandes empresas privadas, forneça computadores para as escolas públicas brasileiras, para que assim sejam implementados projetos de letramento digital, esses devem ser assegurados por meio de um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos Deputados, afim de aumentar o conhecimento dessa camada social, ampliar seu campo de visão e entendimento sobre o mundo, como acredita o filosofo Shopenhauer.