A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Na série de ficção britânica “Black Mirror”, se observa a maneira com que a internet podem influenciar na vida de usuários, principalmente quando se trata das consequências que a desinformação sobre esse meio podem causar. A questão do analfabetismo digital sai da ficção e passa a ser realidade quando, segundo o IBGE, cerca de 47% da população brasileira tem acesso a internet e, ainda assim, está exposta a golpes cibernéticos e fake news.
Em primeira análise, de acordo com a Constituição Brasileira, todos os invíduos têm direito ao acesso a internet. Entretanto, esse direito não garante a segurança virtual do cidadão. Constantemente podem estar sujeitos a golpes cibernéticos, como clonagem de cartão em lojas não confiáveis e uso do CPF do cliente para compras falsas. Isso ocorre em decorrência da desinformação das redes. Porém, a suscetibilidade a golpes virtuais não é o único problema que assola usuários com pouco conhecimento de redes.
Segundamente, a constante disseminação das notícias falsas (fake news), notícias não verdadeiras sobre algum acontecimento ou alguém que são divulgadas no meio virtual com a intenção de manipular a opinião de terceiros, prejudica no conhecimento pleno da verdade por parte dos internauras. Como, por exemplo, o uso das fakes news durante as eleições presidenciais de 2018, no intuito de prejudicar candidatos opositores. Assim sendo, analfabetos virtuais, por não saber se a fonte é verdadeira ou como buscar a verdadeira fonte, terminam por acreditar e ajudar na disseminação dessas notícias.
Tendo em vista a exposição a golpes cibernéticos e às fake news, cabe ao Ministério da Tecnologia e a mídia, divulgação de campanhas que auxiliem a educação virtual, além de ferramentas on-line que auxiliem os usuários a confirmar a segurança do site ao qual estão adentrando. Dessa maneira, gradativamente, se pode garantir à todos uma segurança cibernética e uma equidade no que se diz ao uso do ambiente virtual.