A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto, quando observa-se a questão do analfabetismo digital, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e o problema persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pelo difícil acesso a internet pela população mais economicamente vulnerável, como também o nível de preparo da população para o uso da internet.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação, entre as causas do problema.De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade.De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o precário acesso da população carente a internet rompe essa harmonia, haja vista que, a ineficácia do Estado em garantir a inclusão digital dessa camada social está diretamente ligada a falta de leis que garantem tal acesso, dificultando a melhora de tal problemática.
Outrossim destaca-se o baixo preparo da sociedade que utiliza a internet como impulsionador do problema.De acordo com Zygmunt Bauman, sociológo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, política e economia é uma característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI.Diante de tal contexto, é notável, portanto, que a parcela da sociedade mais inserida na realidade digital não manipula a internet como uma ferramenta para mudanças socioeconômicas, mas sim para fins pessoais e superficiais.
Desse modo, é evidente que há entraves para a superação da problemática.Destarte, o Estado deve implantar pontos de acesso gratuito a internet em praças, bibliotecas públicas e escolas públicas, promovendo a integração daqueles economicamente vulneráveis nos meios digitais.Com isso, os ideais iluministas seram atingidos na prática e não somente na teoria.