A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 18/01/2021
A Revolução Técnico-Científico do século XX, trouxe consigo o aprimoramento da tecnologia em todos os âmbitos. Os computadores e a internet expandiram nas décadas de 80 e 90, se tornando algo mais que necessário no cotidiano. Entretanto, o analfabetismo digital é uma prática recorrente no Brasil, que é agravado não só pela desigualdade socioeconômica, mas a falta de formação na esfera educacional. Dessa forma, faz-se necessária medidas interventivas para conter a questão.
Em primeiro lugar, convém enfatizar o impacto da disparidade social no acesso aos recursos digitais. De acordo com o relatório da revista britânica “The Economist”, o Brasil está na posição 31º, de 100, no ranking que leva em conta o preparo, disponibilidade e facilidade de acesso à internet em nível global, e quanto ao analfabetismo digital, se encontra na posição 66º. Nesse sentido, esses dados mostram que uma parcela da população não tem familiaridade com o ciberespaço, o que resulta em uma impossibilidae de se adaptar ao uso dessas ferramentas. Dessa maneira, o território brasileiro está entre os 10 países mais desiguais do mundo, e parte da comunidade, devido à sua condição social, é impedida de ter acesso às redes.
Ademais, é importante enfatizar destacar a falta de uma educação formadora como um dos fatores que agravam a problemática. As instituições de ensino não ofertam para os alunos uma formação digital para a dominação do recurso. Sendo assim, se as escolas não preparar devidamente seus discentes, o entrave do analfabetismo perduará sobre o país.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de uma intervenção nesse âmbito. O Ministério da Educação - órgão responsável deplas políticas nacionais - deve investir em tecnologias nas escolas, para ampliar o acesso às novas fontes de aprendizado, principalmente em áreas desfavorecidas economicamente. Destinar verbas para a formação de docentes e discentes nessa questão para, assim, combater essa entrave.