A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 16/01/2021
A Revolução Tecno-científica, iniciada no século XX, trouxe inovações e desenvolvimentos nos processos tecnológicos e informacionais - como a internet -, de forma a promover a globalização das interações humanas. Entretanto, concomitante ao crescimento científico e digital - utilizado para melhorias sociais -, desigualdades sociais foram expostas na população brasileira, como a ascensão de analfabetos digitais. Dessa forma, esse quadro anômalo é fruto de questões socioeconômicas e de uma educação deficitária. Portanto, esses problemas, que se tornaram fenômenos sociais, precisam de um olhar crítico, a fim de serem solucionados.
Em primeiro plano, é preciso analisar o cenário político brasileiro e as dificuldades enfrentadas, nesse espaço de decisões sociais, para a promoção de um cidadão. Assim, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à internet é um direito humano estabelecido pelas transformações sociais do século XXI. Porém, o escasso acesso aos privilégios básicos, na conjunta sociopolítica verde-amarela, faz com que o território tupiniquim seja um dos mais desiguais do mundo - dados do Índice de Gini. Dessarte, com a despreocupação governamental em prover políticas públicas, a taxa de analfabetismo digital brasileira cresce exponencialmente, de modo a não assegurar o pleno exercício da cidadania digital do povo em questão. Logo, a reversão do entrave gerado é mister.
Outrossim, torna-se indispensável a observação dos intempéries voltados à utilização da tecnologia na educação. Deste modo, medidas estatais devem providenciar a inserção do instrumento digital no sistema de ensino. Diante disso, segundo Roger Chartier, historiador francês, o emprego, nos métodos pedagógicos escolares, dos mecanismos tecnológicos aprimora o aprendizado cognitivo dos discentes, com a consequente alfabetização língustica e digital. Contudo, com o setor educacional verde-amarelo construído por parâmetros tecnofóbicos, a não utilização, nas salas de aula, das redes informacionais gera uma ineficiência na manipulação dos dispositivos eletrônicos, o que contribui, então, para uma pugente sociedade brasileira incapacitada tangente aos meios digitais.
Face ao exposto, a resolução das problemáticas supracitadas é imprescindível. Por conseguinte, faz-se necessário que o Ministério da Educação - órgão primordial para o avanço intelectual brasileiro -, aliado ao Ministério da Tecnologia, proponha uma reformulação na Base Nacional Comum Curricular concernente a uma maior integração entre a rede de computadores e o aluno. Sendo assim, com a participação coadjuvante do professor no processo intelectual, alcançar-se-á o manejo digital da população tupiniquim, ação atingida por medidas governamentais. Por fim, os analfabetos digitais serão feitos participantes de uma perfeita cidadania digital, proposta pela Revolução Tecno-científica.