A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual é livre de qualquer conflito social. No entanto, o que se observa, no Brasil hodierno, é constatado somente na teoria ,e não desejavelmente na prática, uma vez que o analfabetismo digital apresenta entrave, as quais dificultam a realização dos planos de More. Esse quadro deletério é fruto tanto da negligência governamental quanto do individualismo.
Precipuamente, é fulcral pontuar que as questões governamentais corrobora para a permanência da adversidade. Segundo o filósofo, Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar populacional. Contrariamente, no Brasil, o analfabetismo tecnológico, não encontra respaldo político necessário para ser solucionado, o que reverte uma série de indivíduos sem o mínimo de informações para manipular aparelhos digitais e as dificuldades de se inserirem no mercado de trabalho, pois muitas vezes as empresas exigem esse requisito no currículo.
Outrossim, vale ressaltar o egoísmo como impulsionador do impasse. De acordo com a corrente iluminista, uma sociedade só progride quando um se preocupa com o problema do outro. Partindo desse pressuposto, o ato de ensinar uma pessoa que não possui o conhecimento adequado a respeito da informática e internet podem ajudar o indivíduo a perder o sentimento de incapacidade. É evidente que idosos e cidadãos de gerações passadas são os que possuem uma adaptação mais lenta, por isso, é necessário a compreensão e a empatia ao auxiliá-los nas atividades tecnológicas.
Dessa maneira, medidas são necessárias para a construção de uma sociedade melhor. Dessarte, com o intuito de mitigar o analfabetismo digital, urge que o Ministério da Educação, órgão de extrema importância, desenvolva projetos educacionais sobre o mundo digital, por meio da distribuição de livros didáticos e palestras, que visam instruir os indivíduos com dificuldades e conscientizar as pessoas da importância de ajudar os idosos e adultos a adequarem-se a tecnologia. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do analfabetismo tecnológico, e a coletividade alcançará a Utopia de More.