A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 16/01/2021

No episódio, “Versão de Testes” da série americana, Black Mirror, é possível observar acerca das consequências do analfabetismo digital, em que o indivíduo se coloca em situações de risco e sem informação sobre as adversidades da tecnologia utilizada. Analogamente, o cidadão atual não possui consciência das verdadeiras mazelas digitais, em que notícias falsas são propagadas e dados são roubados, ambos de forma recorrente, fomentando uma alienação tecnológica. Além disso, é um dever humano ter acesso ao ensino, principalmente em relação a informação digital, que é uma educação primordial da contemporaneidade, fazendo parte de todos os âmbitos da vida de um cidadão.

Em primeira análise, consoante com o pensamento de Winston Churchill, que profere que a mentira corre o mundo inteiro enquanto a verdade ainda nem colocou as calças. Deve-se ressaltar os perigos das Fake News para a sociedade, principalmente por sua fácil disseminação, ao cair sob a responsabilidade de cidadãos desinformados. Entre os resultados, pode-se citar a alienação populacional, além da disseminação de informações corruptas, contribuindo para a desinformação da comunidade. Outrossim, o roubo de dados se tornou um acontecimento corriqueiro, em que os indivíduos ficam expostos aos diversos perigos e consequentemente gerando o desequilíbrio da sociedade, ao perturbar o individual humano.

Sob um segundo olhar, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é direito de todo cidadão possuir acesso a informação. Portanto, a educação moderna, com o ensino dinâmico se faz imprescindível, principalmente para o público infantojuvenil. Ademais, o rarefeito ensino digital forma indivíduos ignorantes e sem acesso as inovações tecnológicas, resultando em consequências como a desinformação acerca do mundo moderno. Dessarte, sendo concordante com o pensamento de John Dewey, que alega que a educação é a própria vida, o ensino tecnológico não só auxilia no âmbito digital, mas em toda a formação cidadã do indivíduo, contribuindo com resultados vitalícios.

Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, promover a democratização do conhecimento e a inserção tecnológica, por meio de palestras nos centros comunitários e educacionais, com profissionais especializados e direcionado para toda a comunidade, com o objetivo de melhorar a propagação da informação e promover uma sociedade consciente. Da mesma forma, é dever do Ministério da Educação investir em infraestrutura tecnológica para as escolas e universidades, além de realizar aulas práticas para as crianças e adolescentes, acerca da computação e da tecnologia, com a finalidade de informar os cidadãos e auxiliando na formação do ser humano, além de seguir os princípios de Dewey e da Proclamação Universal dos Direitos Humanos.