A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 16/01/2021

Em sua obra “O Cidadão de Papel”, o escritor Gilberto Dimenstein disserta que, embora o Brasil apresente um conjunto de leis bastante consistente, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual quando observa-se a questão dos analfabetismo digital. Esse cenário problemático ocorre seja pela ineficiência de políticas públicas, seja pelo mau uso da tecnologia. Assim sendo, cabe avaliar estes fatores que favorecem tal quadro.

Inicialmente, vale ressaltar a ineficiência de políticas públicas para combater o analfabetismo digital no país. Nessa lógica, segundo a revista britânica “The Economist”, o Brasil está na 66ª posição no quesito alfabetização digital, este fato não concorda com um país que está entre as dez maiores economias do mundo. Deste modo, é necessário que o Governo Federal adote uma postura ativa no combate ao analfabetismo digital, de maneira que a população brasileira esteja apta a exercer uma confrontação crítica de ideias e a formação de uma consciência cívica no ambiente virtual.

Outrossim, é fundamental apontar o mau uso da tecnologia como impulsionador do problema. Este fato, segundo uma pesquisa do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), é observado muitas vezes em escolas públicas que possuem uma rede de computadores, mas não disponibilizam-na para os alunos seja pela falta de um professor de informática, seja pelo sucateamento desses equipamentos. Compreende-

-se, dessa forma, que o Estado precisa mudar essa situação.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstácu-

los. Para isso, é importante que o Governo Federal, através de políticas pú-

blicas eficientes, crie nas escolas públicas do Brasil a disciplina “Educação Digital”, para que os estudantes sejam capazes de desenvolver suas ativi-

dades no ambiente digital, e fiscalizar por meio do Ministério Público, o for-

necimento e o uso de equipamentos de qualidade. Dessa forma nossas leis

não ficarão só no plano teórico tal como afima Gilberto Dimenstein.