A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 16/01/2021
No Brasil Hodierno, a analfabetização é um grande problema socioeducacional. Sendo reflexo da falta de infraestrutura das instituições de ensino público como também da desigualdade social. Assim, contrapondo o pensamento do filosófo Epicteto o qual afirma que só a educação liberta, os conflitos sofridos pelo processo de alfabetização geram a marginalização em esferas sociais fundamentais na vida dos indivíduos não alfabetizados. Sendo assim necessária ações efetivas do Ministério da Educação em parceria com profissionais educadores melhorar a alfabetização brasileira.
Sabe-se que cerca de 11 milhões de brasileiros são analfabetos, situação essa causada pela falta de investimento financeiro em estrutura das escolas, sálarios, capacitação para ensino e acolhimento, materiais escolares e consequentemente no incentivo ao estudo. Realidade essa retratada na série ‘‘Segunda Chamada’’ da rede globo, a qual se passa em uma Escola Estadual de ensino a jovens e adultos, onde um grupo de professores enfrenta a má infraestrutura para alfabetizar e formar seus alunos. Assim como na ficção, o analfabetismo reflete no desemprego, falta de inserção social, criminalidade e qualidade de vida dos individuos.
Nesse contexto, a desigualdade também é um fator relevante para a dificuldade do processo de alfabetização. Certamente um exemplo de desigualdade é a questão da necessidade do trabalho na infância, onde crianças carentes acabam não frequentando adequadamente a escola por necessidade de contribuir financeiramente com as despesas de sua família. Analogamente, na série ’’ Todo Mundo Odeia o Cris’’, o protagonista Cris negro, pobre e periférico enfrenta as dificuldades de estudar devido ao trabalho, já seu amigo Greg o qual é branco e de classe média consegue se sair bem nas atividades escolares. As consequências da analfabetização infantil reflete no processo de alfabetização dos jovens e adultos os quais acabam até mesmo desistindo do ensino.
Á luz dessas considerações, o Ministério da Educação deve junto ao Governo Federal promover uma reforma na infraestrutura das instituições de ensino, por meio de matériais escolares mais convidativos, melhores salários e oferta de cursos para capacitar os educadores a lidarem com jovens, adultos ou crianças em situação de vunerabilidade, com a finalidade de tornar as escolas lugares de acolhimento. Além disso, as prefeituras podem inovar disponibilizando bolsas estudantis na área da alfabetização nas próprias instituições de ensino, coordenadas por professores. Logo, evitando e auxiliando as famílias e crianças carentes a não serem afastadas pela desigualdade do processo de alfabetização. Assim é possível, como afirma Epicteto, libertar por meio da educação. Nesse caso, do analfabetismo.