A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Desde o livro Utopia, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a questão do analfabetismo digital no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado bem como a negligência e compactação da sociedade.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante da falta de formação no âmbito educacional e da desigualdade social. Um exemplo é que uma parcela da população não tem familiaridade com equipamentos digitais. Nesse sentido, o sociólogo alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.
Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de uma educação digital formadora nas escolas, medida que deixaria a resolução do problema mais perto e devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores isso não acontece.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo adjunto do Ministério da Educação, faça investimentos em recursos tecnológicos nas comunidades carentes e regiões sem acesso à internet, por meio de um aumento orçamentário, com o propósito de igualizar o acesso aos meios tecnológicos e garantir que todos tenham a oportunidade de buscar o conhecimento sem desigualdades e privilégios. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre os benefícios oferecidos as consequências do uso em excesso. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de alertar dos perigos e incentivar o bom uso. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.