A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 17/01/2021

A Constituição Federal de 1988, obrigatório, em seu artigo 6 °, o direito à educação e o trabalho a todos os cidadãos brasileiros, embora seja possível observar que tal prerrogativa não tem se refletido na prática. Mesmo com os avanços tecnológicos, a questão do analfabetismo digital, já que nem todos conseguiu ter acesso às informações digitais, dificultado a universalização dos direitos sociais. Diante disso, é importante analisar como o analfabetismo digital afeta no ambiente corporativo e na formação educacional.

Em primeira análise, vale destacar que, hodernamente, as empresas têm exigido um grande conhecimento de ferramentas e aparatos tecnológicos a fim de melhorar sua produção e atendimento aos clientes, e sendo assim, informando funcionários com conhecimento digital apurado para lidar com tais ferramentas. Contudo, uma parte da população não consegue acompanhar essa evolução tecnológica exigida pelas empresas devido a desigualdade social ainda é muito grande no Brasil, e por isso não tem acesso a esses aparatos tecnológicos, o que dificulta a sua especialização e por consequência a busca por trabalho.

Ademais, a questão do analfabetismo digital obtém maior visibilidade, pois notou-se que eram tanto adultos quanto crianças que tinha essa deficiência da educação digital, pois na pandemia em 2020, quem não sabia mexer em aparelhos digitais, viveram dias complicados ao lidar com os estudos sendo pela internet, com aulas ministradas por vídeos através de aplicativos e dúvidas sanadas somente on-line. Desse modo, o indivíduo que não sabe usar uma internet ou um aparelho tecnológico, fica altamente prejudicado.

Logo, faz-se necessária uma intervenção conjunta do Ministério da Educação e Ministério do Trabalho para implementar uma campanha de alfabetização digital, com a ministração de palestras e cursos profissionalizantes em espações públicas, como escolar, por exemplo, com gratuidade para que comprovarem renda baixa, a fim de uma inclusão social e digital. Assim, talvez a falta de emprego devido a não especialização do indivíduo digitalmente e a dificuldade em se adequar aos estudos na modernidade minimizariam, sendo consolidado a diminuição do analfabetismo digital, o qual contribuiria também para a efetivação dos direitos previstos na constituição do país.