A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 20/01/2021
A Terceira Revolução Industrial, ocorrida no século XX, transformou o cotidiano da população com a chegada de inovações, como computadores, smartphones e a internet. Entretanto, apesar da marcante presença desses aparelhos na sociedade brasileira contemporânea, grande parte dos cidadãos não foi instruído a usá-los de forma adequada. Assim, cria-se uma geração de analfabetos digitais, que tornam-se cada vez mais suscetíveis a ataques no meio virtual.
Entre os fatores dessa questão, destaca-se a falha das instituições educacionais ao não proporcionar o letramento digital aos alunos. O teórico Immanuel Kant defendia que “o homem é aquilo que a educação faz dele”. De modo análogo, discentes que não foram preparados para lidar com o mundo cibernético terão dificuldades em gerir os aplicativos e distanciar-se-ão ainda mais das inovações do século XXI.
Consequentemente, a falta de educação para manusear as novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) ameaça a segurança dos indivíduos no mundo on-line. O sociólogo Manuel Castells defende que a comunidade atual é inseparável da internet - somos uma sociedade em rede. Dessa forma, ações no mundo virtual tomam forma no mundo real: o compartilhamento de informações pessoais sem a devida ponderação - e a educação digital - pode acarretar no sofrimento de golpes e a entrada em sites maliciosos, prejudicando sua qualidade de vida cibernética.
É imprescindível, portanto, que o panorama do analfabetismo virtual no Brasil seja alterado. Para isso, cabe ao Governo Federal a promoção de oficinas de letramento digital, com a contratação de profissionais da informática que instruam pessoas de todas as faixas etárias a manusear as novas TICs e alertem acerca dos cuidados ao consumir informações. Ademais, as oficinas devem instruir instruir a identificação de sites maliciosos e de como proteger-se de golpes na internet. Com essa medida, criar-se-á uma geração de pessoas mais consciente e segura no meio cibernético.