A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 25/01/2021

A discussão sobre o aumento de doenças mentais tornou-se mais comum no Brasil. Esse fato é reflexo do crescente número de suicídio entre os jovens, segundo a Organização Pan Americana de Saúde, a autodestruição é a terceira causa de morte entre adolescentes. Desse modo, fica evidente que fatores como o precário sistema educacional brasieliro, como também o posicionamento do Estado têm contribuído para esse cenário.

A princípio, nota-se que o modelo educacional brasileiro é conteudista, nesse sentido, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam a buscar um modelo de vida social que, muitas vezes, é imposto pelas mídias de massa, o qual, segundo o sociólogo Adorno, é utópico diante da realidade humana. Por conseguinte, muitos jovens não tendo capacidade psicológica para enfrentar essa frustração desenvolvem, muitas vezes, doenças mentais, como a depressão, por exemplo.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento de doenças mentais, pois, apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à saúde, não existe projetos sociais, como campanhas educativas nas mídias de massa, além de de locais especializados no tratamento preventivo de moléstias psicológicas. Portanto, essa vacância deixada pelo estado intensifica as dificuldades enfrentadas por pessoas com esse distúrbio, a levar, assim, um tratamento mais corretivo e, consequentemente, tardio, a gerar, desse modo, sequelas sem correção.           Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com o aumento de doenças mentais no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos infantil e médio, como a semana da vida, com estudo de casos e peças teatrais, para que haja a conscientização dos jovens sobre os perigos de moléstias mentais  podem trazer para o indivíduo, a mostrar, assim, a importância do tratamento preventivo, como também o Ministério da Saúde deverá desenvolver projetos educacionais nas mídias de massa, com intuito difundir a importância do tratamento preventivo para o paciente, além de diminuir o preconceito social contra esse grupo de pessoas.