A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 27/01/2021
A Revolução industrial e o advento de ferramentas como a internet possibilitaram que houvesse uma mudança radical tanto nos sistemas de produção quanto nas relações sociais. Porém, a questão do analfabetismo digital no Brasil limita parte da população de usufruir das facilidades advindas desses avanços tecnológicos. Nesse sentido, para que esse cenário seja alterado, faz-se necessária uma ação que atue nas causas do problema: a base educacional lacunar e a insuficiência legislativa.
Em primeira análise, a formação educional deficiente se mostra como uma das causas do analfabetismo digital. Nessa lógica, o filósofo Immanuel Kant defende que o ser humano é resultado da educação que teve. No que tange à problemática em questão, percebe-se a relação entre esse problema social e a base educacional lacunar, uma vez que disciplinas voltadas à educação digital não fazem parte da grade curricular obrigatória das escolas brasileiras. Assim, com essa falha na formação de nossos jovens, esse entrave continuará a existir.
Ademais, a insuficiência das leis é outro fato que contribui para persistência desse óbice. Nesse aspecto, o artigo 3º da Constituição Federal de 1988 aponta como um dos objetivos da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem quaisquer distinções. A partir disso, nota-se que o que está positivado na Carta Magna é bem diferente da realidade, uma vez que o problema do analfabetismo digital denota que uma parte da população encontra-se excluída socialmente, o que vai de encontro à promoção do bem de todos que determina a Lei Maior.
Portanto, faz-se mister que medidas sejam tomadas para que essa situação seja alterada. Para que isso ocorra, o MEC - entidade integrante da Administração Pública direta - deve implementar a educação digital nas escolas por meio de uma mudança na grade curricular dos ensinos fundamental e médio. Desse modo, poder-se-á erradicar esse grave problema social a partir de uma mudança na educação dos indivíduos, tal como defendia Kant.