A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 27/01/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão brasileiro tem por lei a garantia do direito à educação, previsto no artigo 6º. Todavia, ao observar a questão do analfabetismo digital, é visível que esse direito não tem se evidenciado com ênfase, tornando-se falha a lei que prevê um direito básico e social tão importante. Nessa situação, se torna impreterível um reconhecimento da omissão do Estado que resulta nesse problema.

Compreende-se,então, que a omissão do Estado é um fator etimológico para vários problemas na sociedade, haja vista que é o Estado que detém boa parte do poder. Para Getúlio Vargas, líder do golpe de 1930, a função do Estado é garantir justiça social, já que levando em conta a desigualdade socioeconômica nem todos tem o mesmo acesso as informações. Configura-se, portanto, uma irresponsabilidade governamental, dado que é função do Estado garantir direitos básicos, como a educação, o que lamentavelmente é evidente no Brasil.

Além disto, é importante citar o nível de confiança em informações compartilhadas nas redes sociais. Segundo o ranking da revista The Economist, o povo brasileiro é um dos que mais confia seguramente de fatos compartilhados nas redes sociais. Diante disso é de extrema importância de que os governantes facilitem o acesso à educação tecnológica, visto que ela é o primeiro passo para acabar com as chamadas “Fake News”. Logo, é inadmissível que essa situação se repita nos próximos anos.

Sendo assim, há uma necessidade de se combater o analfabetismo digital. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação e Cultura, por meio de regulamentações, inclua no currículo escolar e nos grandes meios de comunicação de massa ensinamentos e informações de como deve-se utilizar a tecnologia de forma correta - Para que assim o povo esteja mais apto a utiliza-lá, e a desconfiar de qualquer tipo de informação que é vista nas redes sociais - a fim de melhorar a questão do analfabetismo digital. Assim, será consolidada uma sociedade mais informada, a partir da qual o Estado desempenha corretamente o seu papel de garantir justiça social, tal como afirma Getúlio Vargas.