A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 02/02/2021

A constituição federal de 1998, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 218°, o direito a tecnologia como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão do analfabetismo digital no Brasil. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dps fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a primordialidade do combate a raíz da ignorância tecnológica da população. Nesse sentido, é imprescindível investimentos na educação das crianças, visto que elas são a base da sociedade. Essa conjuntura, segundo filósofo John Locke, configura-se violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação tecnológica, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta da construção crítica do cidadão como impulsionador da ignorância digital. Segundo ranking da The Economist, o Brasil ficou posicionado em 4° no quesito e confiabilidade das informações obtidas em redes sociais. Já a Suécia ficou em 62°, caracterizando uma população mais desconfiada. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é essencial que o Estado, por intermédio do Ministério da Educação, invista em computadores, tablets e educação digital a fim de tornar essa ferramenta mais eficiente. Assim, se consolidará uma sociedade mais produtiva, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.