A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 09/02/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, Organização das Nações Unidas, garante o direito a inclusão e segurança. Contudo, obstáculos ligados às desigualdades e dificuldade de renovação impossibilitam o uso da tecnologia por muitas pessoas. Portanto, é crucial combater esses viés, para acabar com o analfabetismo digital.
A princípio, cabe apontar que com a revolução informacional, os meios tecnológicos facilitaram muito a vida das pessoas. Para confirmar, de acordo com o PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio, há internet em cerca 63,6% dos lares. Essa interligação de aparelhos, possibilita comunicação em tempo real, circulação de informações, prestação de serviços e estudos. Logo, é claro o valor da tecnologia na vida das pessoas que deve ser garantida a todos de forma justa.
Entretanto, esse benefício está longe da realidade de muitas pessoas, devido a exclusão social e a falta de conhecimento dos benefícios possibilitados por estes aparelhos. Segundo o chanceler alemão, Bismark " a política é a arte do possível". Dessa maneira, fica claro que o sistema político brasileiro falha na arte da inclusão digital, que seria fundamental à sua evolução.
Por conseguinte, é imprescindível que o governo, alinhado ao Ministério Público, facilite o uso de aparelhos digitais às camadas mais pobres da sociedade, por intermédio de verbas destinadas à infraestrutura pública, de modo a fornecer internet e computadores às escolas e famílias carentes para incentivar o estudo. Ademais, é preciso que as escolas, vinculadas às mídias, difusoras de informação e opinião, incentive estudos e trabalhos via internet, por meio da apresentação de pontos positivos, de modo a convencer do bom uso da tecnologia. Assim, o Brasil será o país flexível às inovações e justo no progresso.