A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/02/2021
A Constituição federal prevê o direito à inclusão como essencial a todo cidadão. Entretanto, ao analisar o número de analfabetismo digital no Brasil, nota-se que tal garantia não está em exercício. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a negligência governamental e a desigualdade social.
Em primeiro plano, é necessário destacar a ausência de medidas estatais para combater a falta de conhecimento do uso da Internet. Desse modo, é evidente que há violação no direito à inclusão, uma vez que pessoas estão sendo isoladas do restante da comunidade, a qual possui informações mais complexas acerca do meio digital. Dessa forma, segundo as ideias do filósofo John Locke, o Estado está violando o “contrato social”, já que o mesmo não assegura a integração à toda população. Consequentemente, isso corrobora com o aumento da segregação social no país.
Ademais, é fundamental apontar o elevado custo da Internet como implusionador do analfabetismo eletrônico. Conforme a Aliança por Internet Acessível, 20% da classe de baixa renda usam 7% de seu rendimento para comprar 1GB. Diante disso, é perceptível que essa grande parcela populacioanl precisa escolher entre se alimentar ou adentrar no meio tecnológico. Logo, é inadimissível que esse cenário perdure.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Para isso, o Governo deve instalar pontos de Wifi em regiões marginalizadas, por meio de parcerias público-privadas, com o intuito de diminuir o valor dessa tecnologia. Também, deve oferecer instruções sobre o uso da mesma, a fim de inserir esses indivíduos no corpo social virtual. Assim, se consolidará uma nação democrático, no qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, como afirma o contratualista John Locke.