A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/04/2021
“Um homem não pode banhar-se duas vezes no mesmo rio”. Esse pensamento do filósofo Heráclito defende a constante mudança do universo. Analogamente, a resistência dos idosos com as novas tecnologias e a falta de recursos financeiros de grande parcela da população brasileira, impedindo-a, assim, de obter produtos tecnológicos impede uma mudança no que se refere à questão do analfabetismo digital no Brasil. Dessa forma, são prementes discussões acerca dessa problemática, em nome de uma maior inserção de todos nos meios de comunicação via “internet”.
A princípio, a resistência dos idosos em fazer parte do meio digital forma uma barreira, para a inclusão deles nesse. A partir dessa questão, Eugene Delacroix teve a sensibilidade de representar uma mulher guiando um grupo à um fim, em sua obra “A liberdade guiando o povo”. Fora da tela, é notório que a população idosa brasileira necessita de um norteador capaz de guiá-la para dentro do universo digitalizado, já que ainda não estão familiarizados com as novas tecnologias, inexistentes por grande parte de suas vidas. Nesse sentido, é imprescindível que haja tal movimento de apoio aos mais velhos, a fim de ocorrer a compreensão deles às tecnologias, as quais irão facilitar as suas vidas em diversos aspectos, facilitando a sua comunicação com os demais. Assim sendo, a inserção dos idosos no meio tecnológico é de indiscutível importância.
Em segunda análise, a falta de recursos financeiros de muitos brasileiros é uma questão essencial à ausência desses no meio digital. Isso tanto por conta da insuficiência pecuniária, para haver a obtenção de produtos tecnológicos, quanto pela deficiência no que tange à escolaridade, sendo comum, nas classes mais humildes, o completo anafalbetismo. Assim, é de imensurável dificuldade, para eles, a tomada nesse universo. A partir dessa realidade, é promovida a exclusão digital dos mais pobres, impedindo-os de ter acesso à informações sobre o país e o mundo. Desse modo, a marcante desigualdade social em território nacional constitui uma grande problemática a ser enfrentada, visando a participação de todos na tecnologia.
Conclui-se, portanto, que a resistência dos mais velhos, assim como a situação social presente no Brasil contemporâneo, são fatores essenciais ao atual cenário de analfabetismo digital. Nesse contexto, é basilar que o Ministério da Educação promova campanhas, por meio de propagandas em variados meios comunicativos, que incentivem a inserção em massa no meio da tecnologia e que promovam a doação de aparelhos tecnológicos aos mais pobres, a fim de ocorrer uma desmistificação das dificuldades da rede. Somente assim, os bloqueios relacionados à tecnologia serão superados.