A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 06/03/2021
Promulgada em 1948 pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Contudo, a questão do analfabetismo digital impossibilita o usufruto deste direito na prática. O que acontece não só pela questão socioeconômica, mas também pela ausência de programas que certifiquem à educação digital à sociedade.
Em primeiro lugar, um dos fatores que possibilitam a existência do problema é a questão socioeconômica. Isso acontece, mesmo a internet tendo suma importância para a interação social, uma vez que 48 milhões de brasileiros não tem acesso à internet, segundo o IBGE, o que dificulta a inclusão socio-digital. Dessa maneira, torna-se evidente o descaso governamental em criar políticas públicas para democratizar o acesso à internet.
Em segundo lugar, faz-se mister salientar a escassez de programas que tenham como objetivo garantir à educação digital. Apesar de a educação ser um direito defendido pela Constituição, e a internet ter uma importante função para a propagação de informações, faltam projetos que busquem ensinar a sociedade como usar a internet. Certamente, a criação desses programas diminuiria impasses como a propagação de notícias falsas e a dificuldade dos idosos para usar as novas tecnologias. Dessa forma, percebe-se o desprezo do Ministério da Educação em criar projetos que assegurem o acesso à educação digital.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É necessária a ação do Poder Legislativo, por meio da criação de leis que garantam o direito a internet gratuita, através da implantação de redes em lugares públicos e de amplo acesso, para a democratização do acesso à internet. Não obstante, é fundamental a ação do Ministério da Educação, por meio da criação de projetos que assegurem a educação digital, como a fundação de cursos gratuitos que ensinem a navegar na internet. Dessa forma, a questão o analfabetismo digital poderia ser superada no Brasil.