A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 08/03/2021

Para o geográfo Milton Santos, o conceito de “Aldeia global”(o uso dos meios de comunicação com o intuito de uma conexão entre classes e nações além das fronteiras territoriais) não é válido, pois a globalização aumenta as desigualdades que não permitem essa interação. Sob tal posicionamento, é notável a questão do analfabetismo digital no Brasil, devido à falta de acesso à internet e à carência de desenvolvimento educacional tecnológico.

A priori, o contato com as plataformas digitais é importante para possuir mais conhecimentos, como também para facilitar o dialógo entre diversas partes do mundo. Entretanto, infelizmente, nem todos os cidadãos possuem os mecanismos para adentrar no universo tecnológico. Diante disso, de acordo com a ONU(Organização das Nações Unidas) o acesso à internet é um direito humano. Contudo, dados do G1 afirmam que 30% da população não usufruem desse bem social. Nessa perspectiva, a sociedade não tem amplo acesso às tecnologias, de forma a fomentar barreiras para uma cidadania plena, visto que essa exclusão transforma os indivíduos em analfabetos digitais. Portanto, o direito à internet é fundamental, por se tratar de uma ferramenta socioeconômica presente nas relações contemporâneas.

Outrossim, o analfabestismo digital nacional está alicerçado em esferas sociais, por exemplo: a negligência de políticas públicas voltadas para a educação, consequentemente, essa ineficiência de investimento corrobora na infoexclusão. Isto posto, segundo o historiador Roger Chartier, o letramento digital é imprescendível nas instituições educacionais, porque sem ele cresce a possibilidade dos cidadãos não conseguirem ler, escrever ou fazer tarefas simples em computadores. Sob tal ótica, vale ressaltar que como a tecnologia impacta fortemente as últimas décadas a educação torna-se o modo de instruir a como utilizar as redes, de forma a proporcionar uma uma democracia digital. Destarte, as escolas podem diminuir a desigualdade do acesso ao conhecimento digital, ao permitirem aulas técnicas e práticas sobre o mundo tecnológico.

Logo, medidas precisam ser tomadas para combater o analfabetismo digital no Brasil. Para isso, o Mi-nistério da Ciênica deve investir no amplo acesso à internet, por meio da disponibilização de redes de ‘‘Wi-Fi" em espaços públicos e da distribuição de aparelhos digitais nas comunidades de baixa renda, para que a população tenha a oportunidade de navegar nas plataformas e possa aprender a utilizá-las. Além disso, o Ministério da Educação necessita ampliar o uso da tecnologia no âmbito escolar, por intermédio de salas equipadas com computadores e tablets para aulas de informática e de formação para alunos e professores sobre a liguagem digital. Isso feito, espera-se que a sociedade possa deixar deixar de ser analfabeta no ramo digital e a fim de que o direito dito pela ONU seja assegurado.