A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 01/03/2021

O livro “1984”, de George Orwell, retrata uma história em que as tecnologias se mostram peças influentes dentro da sociedade, de forma que controlam e vigiam a vida dos cidadãos e, ditam uma forma comportamental a eles. Fora da ficção, é nítido como os meios digitais assumem um papel dominante no corpo social, sendo ferramentas facilitadoras e populares no contexto atual. Porém, não é uma realidade comunal o domínio de toda população brasileira ante a esses meios, visando que o modelo capitalista é um fator determinante perante a acessibilidade das tecnologias, e a baixa educação da população um impedimento para a compreensão desses avanços.

A priori, é imperioso destacar o modelo econômico capitalista regente, que, aliado a esses avanços estabelece que o poder aquisitivo determinará quem terá ou não acesso às tecnologias. Tendo em vista a citação de Al Capone que diz: “O Capitalismo é a raquete das classes dominantes”, conclui-se que as tecnologias se tornam monopólio do mesmo, logo, não são de fácil acesso à população geral brasileira, então essa terá um analfabetismo digital e atraso para acompanhar a ascensão dessa ciência.   Outrossim, a problemática relaciona-se à educação, sendo, no Brasil, o analfabetismo funcional um problema que se estendesse para os meios digitais. Visto que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, como dito por Nelson Mandela, a 70ª colocação do Brasil no ranking de educação digital – de acordo com a UIT- tornam-se preocupante, pelo fato de refletir o atraso educacional e consequentemente tecnológico, que promove cidadãos menos informados e com dificuldades de acompanhar a realidade contemporânea.

Desse modo, diante do exposto, deve-se tomar providências em âmbito governamental, da mesma forma que o projeto Luz para Todos viabilizou levar eletrificação à diversas áreas do território brasileiro, a elaborção de um projeto para levar tecnologia mostra-se fundamental, por meio de investimentos  na área, a fim de torna-la uma realidade a todo grupo social.  Ademais, é preciso criar  métodos de ensino para que a população seja capaz de usufruir de tais avanços, implementados através de propagandas ou de aulas em locais públicos, com o fito de conscientizar a todos dos benefícios e malefícios oferecidos pelos meios digitais. Por conseguinte, o analfabetismo digital seria uma realidade ultrapassada, e o controle tecnológico retratado em “1984” uma mera ficção, visto que a tecnologia deixaria de ser um agente controlador e se tornaria uma ferramenta dominada.