A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 08/03/2021

A Organização das Nações Unidas, declara que o acesso à internet faz parte das categorias dos direitos fundamentais. Essa medida também engloba o ensino para o uso correto das ferramentas básicas que compõem o computador e o ambiente virtual. Apesar da inclusão ser formalizada em 2011, atualmente na sociedade brasileira encontra-se uma grande parcela de analfabetos digitais, devido à ausência de inclusão digital nas escolas e a falta de incentivos na atualização do público idoso.

Em primeira análise, segundo o instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, cerca de seis milhões de estudantes brasileiros, desde a pré-escola até a pós-graduação, não têm acesso à internet em seu domicílio. Desses, 5,8 milhões são alunos de instituições públicas de ensino. Nesse contexto, destaca-se a desigualdade social no que tange a inclusão digital nas escolas. Diante disso, evidencia-se prejuízos na aprendizagem desses educandos, já que uma instituição equipada com os recursos tecnológicos corretos, garante que os professores consigam aliar estratégias de ensino às tecnologias. Assim, fortalecendo o processo de aprendizagem, por meio de jogos virtuais e aplicativos. Ocasiando um aumentando do interesse pelo conteúdo, sendo uma importante ferramenta de potencialização do estudo e de suma importância na vivência social em um mundo globalizado.

Em segunda análise, no filme " O estágiario", retrata a história de Ben, um senhor de setenta anos, que retorna ao mercado de trabalho após a sua aponsentadoria, em uma empresa de startup ligada à vendas online. Diante desse contexto, a trama desenrola-se com as diferença explícitas de saberes tecnológicos entre as gerações. Tal obra ficcional faz jus à realidade do idoso na sociedade brasileira, pois segundo o instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE), somente 14,9% da população com mais de 60 anos utiliza a internet. Além disso, a revolução na informática transformou drasticamente os modos de produção do saber e as formas de comunicação. E muitos idosos ficaram à margem desta inovação, ocasianando uma parcela de analfabetos digitais. Sobretudo, devido à falta de incentivos no acompanhamento dessas mudanças e na manutenção da promoção ao envelhecimento ativo.

Portanto, diante da importância ao combate do analfabetismo digital no Brasil, é necessário que o Ministério da educação devenvolva mecanismos de padronização operacional e distribuição de computadores e afins, para que todas as instituições ofereçam um acesso igualitário aos mecanismos de aprendizagem. Paralelo a isso, o Ministério da família deve desenvolver projetos como oficinas e minicursos voltados ao público idoso, com o objetivo de ensino e adaptação nas novas tecnologias para a manutenção do potencial intelectual, diminuindo assim as limitações, mantendo a autonomia, prevenindo a perda da independência e promovenndo o envelhecimento ativo.