A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 05/03/2021
No seriado “Black Mirror” são retratadas possíveis tecnologias futuras e o que seu mau uso pode acarretar. Fora da ficção a realidade apresentada não é diferente, visto que, as invenções diárias podem ser de difícil compreensão para a população ou podem ser utilizadas de forma errônea ou maldosa por ela.
A Terceira Revolução Industrial iniciou-se por volta do ano de 1950 e perdura até os dias de hoje. Nela, produtos inovadores e versões melhoradas dos preexistentes tornaram-se parte do cotidiano, entretanto aqueles que não se adaptam ou não entendem o uso correto acabam “ficando para trás”. Os maiores reféns desse analfabetismo são os idosos. Segundo uma pesquisa realizada pelo TIC Domicílios em 2017, 72% dos mais longevos não utilizam a internet, computadores e celulares por não saberem como fazê-lo.
Em contraposição aos mais velhos, as chamadas gerações Y e Z, ou seja, pessoas nascidas a partir de 1981, têm o controle quase total da tecnologia atual, usando-a de acordo com suas intenções, que podem não ser as melhores. Golpes financeiros, hackeamento de sistemas, divulgação de informações privadas e propagação de fake news são exemplos dessa má utilização, comprovando a veracidade da afirmação do escritor Buckminster Fuller de que “a humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por todas as razões erradas”.
Infere-se, portanto,que medidas são necessárias para solucionar o analfabetismo digital no Brasil. O Estado, por meio do Ministério da Educação, deve promover palestras em escolas a fim de ensinar os mais novos sobre o bom uso da tecnologia, além de conceber facilitadores e incentivos aos mais velhos para sua adaptação ao mundo atual. Somente assim não correremos o risco de encontrarmo-nos em um dos cenários de Black Mirror.