A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 03/03/2021
O avanço tecnológico trouxe consigo a viabilização ao acesso a uma farta rede de informações e possibilidades. Entretanto, essa nova ferramenta, frequentemente, não é utilizada de forma correta conduzindo os cidadãos a questão do analfabetismo digital no Brasil. Nessa perspectiva, é lícito argumentar sobre a carência na educação e a desigualdade socioeconômica no país.
Em primeiro plano, vale ressaltar a influência da falta de formação educacional como premissa para o analfabetismo digital. Dessa forma, uma analogia com um dos posicionamentos do economista britânico Arthur Lewis, destaca-se portanto, tendo em vista que ele pontua a educação como um investimento com retorno garantido. Desse modo, no Brasil, inúmeras instituições são incapazes de ofertar os recursos necessários para os alunos aprenderem a utilização adequada das ferramentas tecnológicas da atualidade. Nesse viés, sem aulas acerca dessas novas inovações, configura a permanência do agravo do analfabetismo digital, interferindo no desenvolvimento tecnológico do território nacional.
Outrossim, a desigualdade socioeconômica está intimamente relacionada ao processo de exclusão digital sofrida por certa população brasileira, de modo que esse problema ratifica a situação do analfabetismo digital. Em suma, visa-se o contexto da fala empregada pela escritora Martha Gabriel, quando diz: “Tecnologia é como honestidade: quem não tem não sabe o que é”. Logo, encaixa-se perfeitamente no assunto, já que é exposto a exclusão de certos grupos sociais que não têm acesso a esses meios tecnológicos. Assim, caracterizando alguns indivíduos perante o analfabetismo digital, levando em conta os idosos e os cidadãos que situam-se na camada mais pobre da sociedade, por diversos fatores como a falta de aparelhos eletrônicos e a mudança de costume. Diante disso, fica claro que o Governo deve intervir nessa situação a fim de minimizar a exclusão dessa parcela popular.
Em síntese, medidas devem ser adotadas com o intuito de diminuir as problemáticas associadas ao analfabetismo digital. Contudo, para que isso ocorra deve haver ações por parte do Ministério da Educação — encarregado dos assuntos sobre ensino do país—, por meio de reuniões institucionais, aplicar nas escolas programas de ensino digital, com a finalidade de ensinar aos alunos preparando-os para a era da tecnologia hodierna. Por fim, será possível reconhecer a diferença no cenário do analfabetismo digital, e somente assim, essas transformações tecnológicas serão de fato proveitosas para toda a população brasileira.