A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 02/03/2021
Desde o período da Primeira Revolução Industrial e da modernização das máquinas, o homem está sujeito a uma dinamização exarcebada da tecnologia, ocasionada pelo avanço desenfreado da produção em larga escala. Deste modo, entende-se que, do século passado para o século atual, muito se inovou na área da informação, trazendo consequências como o analfabetismo digital, ocasionado pela dificuldade das pessoas mais velhas em acompanhar o progresso tecnológico contemporâneo e pelo tardio processo de informatização no Brasil.
Segundo estudo realizado pela Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, o humano tem contato, atualmente, com mais de cem mil palavras todos os dias, totalizando um consumo de cerca de 34 gigabytes de informação diários, um número bem maior se comparado ao que se consumia no século passado. Desta forma, infere-se que as pessoas nascidas no século XX estavam acostumadas a uma realidade totalmente diferente da vivida nos dias de hoje, principalmente no quesito tecnológico, que, por ter se modernizado de forma tão rápida, trouxe como consequência a dificuldade de adaptação a esta nova realidade integrada pelas redes virtuais, implicando diretamente no analfabetismo digital.
Ao pensar no cenário brasileiro, essa realidade torna-se ainda mais grave, pois, por se tratar de um país emergente, o Brasil, diferentemente dos países desenvolvidos, só veio começar a vivenciar a industrialização por volta da década de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas e, por isso, houve uma mudança drástica no cotidiano da sociedade brasileira, que teve que lidar com o desafio de se adaptar de forma rápida a uma realidade cada vez mais informatizada. Como consequência, temos um país que, por ter um desenvolvimento tecnológico defasado, dificulta a disseminação da inclusão digital para boa parte da população.
Portanto, pode-se concluir que o Brasil ainda tem muitas dificuldades a serem superadas para que haja uma melhora na questão do analfabetismo digital. Para que isso ocorra, faz-se necessário que o Estado brasileiro, em parceria com os governos estaduais, invista cada vez mais na criação de centros de inclusão digital, fazendo com que as pessoas mais prejudicadas pelo dinamismo tecnológico tenham acesso diariamente a tecnologias essenciais utilizadas no cotidiano, desta forma, havendo uma maior interação com as redes virtuais e uma consequente melhora quanto ao problema referido.