A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 02/03/2021
Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós.” Nessa forma, a problemática associada a pessoas sem instrução digital é visto como um nó a ser desatado. Seja pela falta de inclusão social ou pela falta de recursos financeiros.
Em um primeiro momento, percebe-se que a carência de envolvimento social agrava essa questão. " O que mais vale não é somente viver, mas viver bem." Essa é uma frase clássica de Platão, que colocou a sensação de bem-estar de forma primordial para o ser humano. De forma análoga, no Brasil, muitas pessoas não vivem de acordo com essa citação, de forma que muitos brasileiros não possuem acesso aos meios digitais. Com isso, sofrem um processo de exclusão social cada vez maior decorrente a variados avanços tecnológicos em vários âmbitos tanto profissionais, quanto sociais. Com isso, as diferenças ficam cada vez maiores e a sensação de bem-estar cada vez mais longe.
Em uma segunda análise, a falta de poder aquisitivo agrava essa questão. No Brasil, a tecnologia ainda é um acesso muito caro, a medida que muitos trabalhadores ganham um salário mínimo por mês e muitas vezes devem sustentar não só a eles mesmos, mas, como também a sua família. Desta forma, muita gente acaba mais uma vez, fora do mundo digital, não por escolha, mas por falta de recursos financeiros.
Portanto, é inegável que medidas sejam tomadas para reverter esse cenário. Para isso, a mídia, responsável por moldar a opinião do grande público deve desenvolver um projeto que informe a todos desse descaso social e governamental causadores da problemática do anafalbetismo digital. A ação deve ser realizada por meio de propagandas televisivas para garantir a reversão desse cenário sobre a população afetada e somente assim, os “nós” citados pelo Barão de Itararé serão finalmente desatados e imergidos da sociedade brasileira.