A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 08/03/2021

Durante o período mercantilista, no século XV, iniciou-se o processo da globalização, pois as nações europeias começaram a realizar longas viagens de navio para explorar novas terras. Nesse sentido, atualmente, com o avanço da tecnologia, os países e as pessoas começaram a se comunicar de uma maneira mais eficiente, uma vez que as redes sociais auxiliam em uma comunicação rápida. Em contrapartida, isso ocasiona uma exclusão de uma parcela da sociedade, visto que muitos indivíduos não se adaptaram ao novo meio digital. Desse modo, torna-se premente que o Governo Estadual disponibilize aulas gratuitas para as pessoas que possuem dificuldade em utilizar a nova tecnologia.

Em primeira análise, analfabetismo digital é a impossibilidade de usar um computador ou um “smartphone” para ler, escrever ou realizar tarefas simples. De acordo com o relatório anual do “The Inclusive Internet Index”, em 2019, o Brasil apareceu na 31ª posição no ranking geral de 100 países, que avalia preparo, facilidade de acesso, disponibilidade e relevância da internet em nível global. Ou seja, mesmo com a criação de novos “softwares” que auxiliam na modernização de compras on-line, aulas educacionais, fontes de informação e comunicação, o Brasil ainda é considerado um país com baixo nível de inserção de usuários nos meios digitais, assim como, não há o incentivo por meio do Governo Federal para que um maior número de pessoas se integre ao meio virtual.

Ademais, com o início da pandemia do Covid-19, foi necessário que o maior número de pessoas permanecessem em suas residências, e com isso, começaram a trabalhar e estudar de forma digital. Diante disso, foi explícita a dificuldade das aulas educacionais transmitidas de forma on-line, principalmente, nas ecolas públicas, visto que muitos alunos não possuem internet em seu domicílio, bem como os professores não estavam treinados para esse tipo de ensino. Com esse cenário, essas escolas não estavam preparadas para essa mudança brusca e necessária, o que ocasionou um atraso no nível de aprendizagem referente à idade que a criança ou o adolescente possui.

Depreende-se, portanto, que deve ocorrer uma maior inserção de indivíduos no meio digital. Dessarte, o Ministério da Educação deve auxiliar no ensino digital para os indivíduos de variadas faixas etárias que possuem dificuldade na utilização de computadores e “smartphones”. Isso pode ser feito por meio de palestras e aulas gratuitas nas escolas municipais, e assim, ocasionar na diminuição do índice do analfabetismo digital. Em paralelo, o Governo Federal deve realizar investimentos financeiros para que os estudantes possuam meios de educação on-line, tornando-se realizado por meio da disponibilização de computadores, e dessa forma, modernizar a forma de ensino.