A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 03/03/2021
A Terceira Revolução Industrial apresentou a necessidade da tecnologia no cotidiano das pessoas, alterando não só o ambiente de trabalho, mas também a sociedade. Partindo desse contexto, percebe-se que, a partir do século XX com tal Revolução, a tecnologia se inova constantemente e a sociedade necessita acompanhar para estar inserida no mundo globalizado.A partir desse viés, cabe discutir a questão da consequência do analfabetismo digital, bem como entender a necessidade do povo brasileiro diante da atual situação.
O primeiro aspecto a se considerar é que o analfabetismo no meio digital tem como consequência a exclusão e a alienação das pessoas que não tem acesso ou não utilizam corretamente tais ferramentas tecnológicas. Isso ocorre, porque há uma comercialização de produtos essenciais, já que,no mundo globalizado, o meio digital é essencial para haver o fluxo de informações e - ao atribuir valor a algo - ocorre uma restrição de quem pode ou não obter.Assim, dos 210 milhões de brasileiros, aproximadamente, 26% não tem acesso à internet, ou seja, estão suscetíveis à alienação e, consequentemente, marginalizados da sociedade.
É imprescindível discutir, ainda, que, mesmo que o analfabetismo digital no Brasil seja algo problemático, há uma complicação que persegue o povo brasileiro: o analfabetismo funcional. Tal fato ocorre em razão de que nota-se que há falta de vontade política para resolver tal questão, já que um povo que que não tem educação de qualidade não aceita ser manipulado. A negligência governamental favorece a permanência de políticos no poder, enquanto o povo não tem os seus devidos direitos. Assim, enquanto países desenvolvidos tentam resolver a questão do analfabetismo digital, o Brasil ainda permanece estagnado em relação a educação de qualidade no ensino escolar, já que, segundo dados do IBGE, existem, aproximadamente, 11 milhões de pessoas que não compreendem textos simples, mesmo sabendo ler e escrever.
Portanto, é evidente que, apesar da importâcia do meio tecnológico para a dissipação de informações, tal patamar não pode ser alcançado sem ao menos a populaçâo compreender o que é lido na internet. Portanto, urge que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Educação, promova o acesso à internet em escolas de todo o país, mas com aulas específicas de entendimento de códigos e lingaugens, por exemplo. Tal ação deve ocorrer por meio de um projeto para alterar a Base Nacional Comum Curricular ( BNCC) e palestras para direcionar professores do fundamental e ensino médio, o qual deverão atuar nos 5570 municípios brasileiros. Isso deve ocorrer, a fim de que a população a partir da terceira infância e da juventude construa um aprendizado tradicional paralelo ao digital.