A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 05/03/2021
A série Black Mirror apresenta, em uma de suas temáticas, a falta de letramento tecnológico de uma parcela das persornagens. Fora do tabalado ficcional, um quantitativo expressivo de cidadãos no Brasil vivência situações análogas às representadas pela trama, visto que essas pessoas enfrentam a questão do analfabetismo digital no país. Nessa conjuntura, é preciso analisar a falta de formação para o uso de ferramentas eletrônicas, bem como verificar a fragilidade ocasionada para a sociedade pela falta de alfabetização de instrumentos online.
De início, a problemática do analfabetismo digital no Brasil é fruto, geralmente, da deficiência populacional no manuseio das novas tecnológias. Essa situação acontece devido à falta de iniciação na utilização das ferramentas contemporâneas. Isso porque a sociedade brasileira possui dificuldades de acessiblidade nos equipamentos e/ou nos aplicativos eletrônicos por causa da supressão de informações desses meios digitais. Tal perspectiva é comprovada em pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo, as quais apresentam que 62% da população nacional não conhece as principais funcionabilidades dos seus sistemas tecnológicos, visto que faltam orientações sobre o manuseio dos aparelhos e sistemas. Dessa maneira, um quantitativo significativo dos brasileiros detem uma précaria formação para a utilização de ferramentas eletrônicas.
Paralelo a isso, a supressão do letratamento digital é um dos pilares que facilita à ocorrência de golpes na esfera online. Essa realidade ocorre devido à falta de segurança para equipamentos e/ou aplicativos tecnológicos. Isso se explica a partir de um quantitativo expressivo de brasileiros disponibiliza dados pessoais ou senhas em páginas da grande rede de computadores, em que essa atitude colabora em crimes realizados nesse universo eletrônico. Tal panoroma é verificado em reportagens do Fantástico, as quais apresentam que no ano de 2019 mais de 12 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes relacinados aos meios digitais. Dessa forma, a fragilidade social, preconizada pela falta de alfabetização digital, facilita os cibercrimes no território nacional.
Portanto, diante dos desafios da supressão de letramento tecnológico no país, fazem-se necessário medidas para reduzir essas problemáticas. Para isso, as ONGs precisam criar campanhas de formação digital, por meio de paletras com profissionais da área, em que especialistas orientam sobre o manuseio de aparelhos e sistemas, a fim de melhorar o manejo social envolvendo as ferramentas on-line. Outrossim, o Estado deve melhorar a segurança na esfera digital do país, a partir da capacitação de peritos em crimes cibercrimes, em que esses agentes investiguem as ações dos criminosos e realizem medidas punitivas legais contra os infratores, com o intuito minimizado os golpes online.