A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/03/2021

A revolução industrial foi o momento em que deu-se o primeiro passo para o uso das máquinas no dia a dia do ser humano. A mudança provocada foi tamanha que nunca mais elas saíram de cena e estão cada vez mais fazendo parte do cotidiano com o intuito principal de facilitar a vida dos indivíduos. Apesar de não ser um enorme bicho de sete cabeças e trazer incontáveis benefícios, a tecnologia pode ser um problema para as muitas pessoas que não têm preparo para lidar com a linguagem ou os avanços tecnológicos diários. Nesse sentido, é necessário discutir como o analfabetismo digital afeta a vida das pessoas e de que forma o Brasill acaba prejudicado por essa específica falta de conhecimento.

Em primeira análise, não é muito didfícil peceber como o analfabetismo digital prejudica as pessoas. Para começar, os mais avariados acabam sendo os idosos, que por não terem acompanhado os avanços das tecnologias ao longo do tempo, acabam necessitando de ajuda para fazer, por exemplo, procedimentos bancários, tornando-se alvos fáceis para criminosos. Além disso, as “fake news” são um prato cheio para quem não sabe reconhecer de onde vem as informações. Essa desqualificação digital ajudou a intensificar no Brasil a polarização política e, em época de pandemia, colaborou para a disseminação de informações erradas acerca dos procedimentos de saúde, como o uso de medicamentos sem eficácia comprovada.

Por outro lado, além de uma preocupação isolada com os indivíduos, também é válido um olhar mais atencioso para a segurança do país. Uma vez que os cidadãos se mostram não serem suficientemente educados digitalmente, isso expressa que a situação é a mesma desde o sistema de segurança da União, tornando-se muito fácil para os “hackers” invadirem os bancos de dados do governo, por exemplo. Os crimes cibernéticos continuam acontecendo porque não há proteção ou educação digitais suficientes. Se nem a educação escolar básica muitas vezes atende ao mínimo esperado, como querer que na questão digital fosse diferente?

Sendo assim, em um país onde 134 milhões de pessoas têm acesso à internet e meios digitais, o cuidado para que essas pessoas saibam o que fazer precisa ser equivalentemente gigantesco. Para isso, o ministério da educação deve implantar um sistema de ensino de informática e computação desde a educação básica, para que as crianças saibam como se portar e reconhecer perigos desde cedo e cresçam como adultos responsáveis. Além disso, o endurecimento das leis para punir os criminosos das redes também é necessário, por ação do executivo e legislativo, de forma a proteger o país, não permitindo tantas facilidades, protegendo e preparando seus cidadãos.