A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 06/03/2021
No que concerne ao contexto histórico hodierno, a sociedade brasileira tem enfrentado um novo modelo de analfabetismo: o digital. Isto é, trata-se da inaptidão do indivíduo de ler, escrever e realizar tarefas simples através de recursos de tecnologia, como o computador. Com base nisso, o exercício da cidadania e o letramento tecnológico representam tópicos relevantes no tocante ao discurso.
Mormente, o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura à informação acessível como direito de todos, sem distinção. Entretanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera o corte ao acesso à internet, a exemplo das pessoas com uma situação socioeconômica de difícil aquisição desse meio, uma violação a esse direito. Nesse sentido, a inclusão digital é um processo de democratizar a acessibilidade das tecnologias da informação. Dado que, possibilita ao incluído digitalmente oportunidades de melhoria de vida. A título de exemplo, a inserção na sociedade da informação permite à população simplificar a rotina diária, ampliar conhecimentos e utilizar ferramentas que melhorem suas condições sociais. Logo, para que a implementação da “cidadania digital” seja efetiva e contribua para a redução de analfabetos digitais no país, é necessária a mobilização do Poder Estatal em prover a democratização do princípio constitucional em debate.
Outrossim, é preciso que a educação digital seja legitimada. Isso porque, o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) disponibiliza suportes informativos que ampliam a comunicação da informação e seu uso no cotidiano, bem como facilitam a aprendizagem a longo prazo. Nesse viés, é uma habilidade que incorpora o uso eficaz das tecnologias, além da utilização de computadores e produção de mídias digitais. Todavia, é visível que no meio educativo estas capacidades raramente são ensinadas ou avaliadas. Por consequência disso, o sistema escolar enfrenta o desafio de incluir o letramento virtual em todos os níveis, sobretudo, na formação contínua dos professores. Destarte, esse paradigma colabora para que o índice de iletrados digitais no país persista, sendo o estudo da literacia tecnológica uma solução abrangente para sua solução.
Depreende-se, em suma, que a questão do analfabetismo digital no Brasil deve ser solucionada. Para isso, urge ao Executivo Federal, por meio do Primeiro Setor da Sociedade, elaborar e aplicar propostas que efetivem a literacia digital entre os cidadãos. Assim, cabe haver um investimento na instrução de profissionais da área de Tecnologia de Informação (TI) e de professores, a fim de unir aspectos tecnológicos na interação educativa. Ademais, é imprescindível possibilitar o acesso gratuito à internet para que não haja segregação desse mecanismo. Diante disso, será possível erradicar o analfabetismo digital, além da violação da cidadania global , tal e qual se preocupa a ONU.