A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/03/2021
A Era Meiji, a Revolução Industrial e o Plano de Metas, foram algumas dos marcos históricos que ocorreram e mudaram o curso da sociedade.Entretanto, ao mesmo tempo que oportunizava benefícios, para outras parte da população brasileira desencadeou um novo grupo, os analfabetos digitais.Assim, a problemática da carência de conhecimentos digitais no território brasileiro é reforçada pela desigualdade social e pela falta de introdução aos ambientes de ensino.
Em primeira análise, é importante destacar que no Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, fato que divide a população em grupos com diferentes realidades de vida. Ou seja, em classes sociais mais baixas, o acesso a tecnologia é quase inexistente, fazendo contraste com classes mais altas que contém um acesso abundante a esses recursos no cotidiano. Desse modo, com um acesso restrito ao mundo tecnológico, essa parte da população torna-se carente da alfabetização digital,fazendo referência a fala de Victor Hugo, “O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens faz andar uma coisa esmagando sempre alguém”.
Outrossim, a falta de introdução a tecnologia nos ambientes de ensino é uma das grandes questões do analfabetismo digital no Brasil, tendo em vista que o primeiro contato é essencial no desenvolvimento ou não das habilidades com eletrônicos. Contudo, é recorrente os casos de ambientes de ensino sem carga horária referente ao aprendizado do uso das ferramentas digitais, afetando diretamente no desenvolvimento dessas habilidades. Assim, fazendo interrelação com a Voltaire quando ele cita que educar mal um homem é preparar dores e perdas a sociedade.
Dessa forma, urge que o Ministério da Economia desenvolva projetos sociais, em todo o país, por meio da disponibilzação de cursos técnicos de graça, com o objetivo de diminuir a desigualdade social do país por meio da educação. Além de projetos de cunho educacionais realizados pelo Ministério da Educação, em todas as instituições de ensino, como escolas e faculdades, acrescentando uma matéria sobre o uso de equipamentos tecnológicos no cotidiano brasileiro, com uma carga horária mínima de sessenta horas ao ano, com o propósito de diminuir a questão dos analfabeticos digitais no Brasil. Deste modo, efetivar esses projetos terá uma ligação direta com com a tentativa de diminuição dessa parte dos brasileiros que se prejudicaram com as consequências da rápida evolução, sem planejamento adequado, dos marcos históricos na história da humanidade e do Brasil.