A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 08/03/2021
A Revolução Industrial ficou marcada por desenvolvimentos que transformaram o estilo de vida da humanidade. Com a internet, pessoas conseguem ter maior acesso à conhecimento e integrar-se a o outro lado do mundo em instantes. Mas, apesar do acesso a essa tecnologia ser relevante, no Brasil observa-se ainda um grande número de analfabetos digitais e a desigualdade social junto com falta de formação no âmbito educacional vem agravando ainda mais a situação.
Em primeira análise, é importante salientar que de acordo com o Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade do país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. A cruel disparidade faz com que parcela da população não tenha familiaridade com aparelhos eletrônicos, o que resulta em uma impossibilidade de se adaptar com a ferramenta. Desta forma, parte do povo brasileiro, devido à sua condição social é impedida de ter acesso à tecnologia, fato que consequentemente agrava o caso.
Além disso, o PISA, programa nacional de avaliação de alunos, em sua pesquisa no ano de 2015, afirma que 20,19% dos alunos responderam que a escola possui computadores mas que eles não são ultilizados. Concluindo que as escolas, que deveriam funcionar de modo em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive no âmbito digital, não esteja cumprindo seu papel como deveria e que alunos não tem informações para dominarem essas ferramentas tecnológicas. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente seus discentes, o entrave perdurará sobre o país.
Evidencia-se, portanto, que medidas interventoras precisam ser tomadas para minimizar a problemática. Para isso, é fundamental que o governo invista em regiões menos favorecidas economicamente, afim de proporcionar condições sociais de igualitárias de meios técnicos. Além disso, cabe ao ministério da educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, por meio de debate entre estado, professores e famílias introduzir novos métodos eficazes e consequentemente promover a alfabetização da sociedade. Assim, o Brasil poderá gradativamente mudar o quadro exposto pelo índice de GINI.