A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/03/2021
Em 1969, o cientista Paul Baran adicionou o primeiro e-mail da história. Com a globalização, o mundo virtual foi bastante aprimorado, e alcançou pessoas de todo o Planeta, sendo fundamental na vida dessas usuários. Entretanto, no Brasil, nem todos sabem como utilizar perfeitamente essa ferramenta por diversos motivos. Entre os quais, pode-se destacar uma grande parcela da população que não tem acesso à internet e a desigualdade social que afeta diretamente o seu uso. Como consequência disso, cabe ressaltar o sentimento de exclusão do resto da sociedade.
Em primeiro lugar, segundo o IBGE, 1 em cada 4 brasileiros não têm acesso à internet e em áreas rurais apenas 53% podem constar-la. Nessa perspectiva, fica evidente que apesar da falsa sensação de que todos “navegam” nas redes midiáticas, muitas pessoas não possuem, por isso, não sabem e nem podem usufruir de todas as qualidades e privilégios do mundo virtual. De acordo com o mesmo órgão, o Brasil está entre os 10 países mais desiguais do Planeta. Esse é o principal motivo da falta de adesão a esse meio. Pois, essa ferramenta demanda um alto custo financeiro, tornando-se inalcançável na realidade de grande parte dos cidadãos.
Em segundo lugar, com a chegada da pandemia em 2020, foi fundamental a utilização das aulas à distância como forma de aprendizagem. Entretanto, como dito anteriormente, uma parcela da população não tem esse acesso. Isso causa, sobretudo, a sensação de exclusão. Pois, ao observar que todos os outros colegas mantiveram-se em aulas, surge o sentimento de tristeza e solidão. Além disso, um escassez de conhecimento acerca do meio virtual, torna inviável a obtenção de um trabalho de qualidade. Porque, em descobrir de emprego, é demasiadamente importante ter esse conhecimento adquirido.
Diante do exposto, é de extrema importância que para que todos usem uma internet de forma correta, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), aliado ao Ministério da Economia, crie projetos de redução na taxa do preço das empresas de internet, como Vivo, Oi e NET. Outrossim, é fundamental que o MCTI, junto ao Ministério da educação, formalize nas escolas campanhas de ensino abordando a forma correta de usar a internet. Dessa forma, uma tecnologia criada pelo Paul Baran será mais acessível.