A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 05/03/2021
A escrita e o conhecimento desde o início da história, ainda no período antes de Cristo, sempre foi elitizada. Esse processo de elitização gerou o analfabetismo, presente na sociedade brasileira e diretamente ligado a problemática da desigualdade socioeconômica. Com a globalização e os diversos avanços da tecnologia, o número de leigos tem sido crescente em outros âmbitos, gerando, dessa forma o analfabetismo digital que abrange a parte da população que tem baixo ou nulo conhecimento sobre o universo computacional.
O 3 ° art. da Constituição Cidadã de 1988 garante o desenvolvimento nacional. Porém, na prática, é notória as diversas lacunas na efetividade desse artigo. Para que esse progresso ocorra, é fundamental que a população receba a base necessária para o pensamento de prosperidade pessoal e coletiva. Contudo, observa -se que a tecnologia foi inserida no mundo, com o objetivo de desenvolvimento, mas não chegou de forma equalitária para a população, gerando assim a questão do analfabetismo digital no Brasil. O baixo investimento na educação convencional que gera o desconhecedor, também ocorre no investimento da educação tecnológica, gerando o analfabeto digital. Essa falha passou a ser gritante dentro do contexto da pandemia ocasionada pelo corona vírus, onde diversos alunos e trabalhadores sentiram imensa dificuldade em se adaptar ao trabalho e/ou ensino remoto. Um exemplo claro, foi trazido pelo G1 o qual informou que quase 90% dos professores não tinha experiência com aulas remotas antes da pandemia.
Uma das principais causas dessa problemática é justamente a desigualdade socioeconômica. Assim como nos primórdios da Era Digital, ainda existe uma parcela da população com baixo ou nulo acesso à internet. O IBGE aponta que 25%, equivalente a 46 milhões de brasileiros, não tem acesso à internet, onde cerca de 20% deles, alegam não utilizar por causa do alto custo dos aparelhos (celular, tabletes e computadores) e dos serviços de internet. Ainda dentro do cenário pandêmico, verificou-se uma maior desvantagem para as minorias, no sentido sociológico da palavra, que não teve como estudar ou trabalhar na segurança de suas casas por falta de aquisição.
Tendo isso em vista, fica explícito o indispensável reajuste quanto a educação tecnológica no Brasil. É dever do MC (Ministério da Cidadania) cuidar do desenvolvimento social, trazendo cursos, gratuitos, para a parcela necessitada da população, com educadores qualificados, que ensinem sobre o uso da internet e de seus aparelhos. Além disso, disponibilizem o acesso gratuito à web em locais carentes para o crescimento do conhecimento populacional. Com isso, espera-se o avanço social em relação aos meios computacionais e uma maior equidade na sociedade.